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sábado, 9 de agosto de 2008

Artigo: "Cinema Hoje"

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra


Então Hollywood passou a disputar as atenções das massas. Logo se tornou visível a sedução que os filmes exerciam sobre a população. Havia um movimento buscando impedir que os fiéis assistissem aos filmes. Mas Hollywood conhecia bem a índole das massas e produzia filmes atrativos. Com os "ganchos" especiais, o público se entregava desembaraçadamente diante da magia das telas. O cinema mudo já era atraente, mas quando chegou o som e as cores, o público fazia filas enormes para assistir aos filmes produzidos. Os produtores logo perceberam a poderosa arma de que dispunham para modificar profundamente os hábitos e as concepções da população.

Era fácil perceber as vantagens de que Hollywood dispunha, porque o público passava mais horas nos cinemas do que nas Igrejas. Assim, Hollywood passou a ditar as normas de comportamento; o que era importante e o que era desprezível na vida. Imperceptivelmente o público foi adquirindo um novo padrão de comportamento e uma nova escala de valores. Ao final os indivíduos estão vivendo a vida sem atitudes próprias, como se estivessem interpretando um personagem dos filmes que assistiram.

Durante a grande guerra os soldados recebiam filmes especialmente feitos para fortalecer o ânimo de luta, o heroísmo e a esperança. Os filmes de hoje quase não trazem nenhuma esperança, mas assustam as criaturas humanas com constantes lembranças da morte, cujo significado lhes é desconhecido tanto quanto o significado do nascimento, marcos decisivos da existência.


América, o paraíso perdido. Ao invés de um novo mundo, mais nobre, mais dedicado às questões do espírito, livre das imposições dogmáticas do velho mundo, foi surgindo um mundo materialista, preocupado com superficialidades, obcecado por dinheiro.

Agora vivemos a era da propaganda associada aos condicionamentos, um grande avanço na tecnologia de seduzir as mentes humanas. Contudo, a indústria cinematográfica movimenta anualmente bilhões de dólares gerando muita riqueza e muitos empregos. O Brasil está praticamente fora, atuando principalmente como exibidor de filmes produzidos nos Estados Unidos, empregando apenas vendedores de bilhetes, operadores e pipoqueiros. A indústria cinematográfica não recebeu estímulos governamentais e, vítima de sabotagens, acabou definhando até praticamente sumir.

Hollywood difundiu e difunde todas as idéias e conceitos de seu interesse, assim como de tudo que produza retorno, isto é, através do merchandising, a propaganda embutida no filme. Largamente difundido é o dólar, habilmente manipulado na finança global para propiciar ganhos fabulosos. As malas cheias de dólares mostradas nos filmes, se tornaram o alvo da maior cobiça dos seres humanos. Pela sua posse os personagens ensinam a mentir, trair e matar se preciso for.


A América de hoje resultou da intervenção permanente e contínua de Hollywood que propiciou muitas coisas boas, mas poderia ter propiciado muitas melhores. Muitas coisas feias e horríveis têm sido apresentadas. Belas e enobrecedoras nem tantas.

Hollywood deu a América as feições que ela tem hoje. A sua influência foi decisiva na América e em grande parte do mundo, mormente no mundo de hoje em conjunção com a TV global.

Os roteiros estão apresentando uma humanidade estressada e aflita, que caminha para um caótico clímax da ansiedade e medo. É o reflexo de uma existência vazia que não preenche a sua real finalidade, em que as pessoas aceitam o papel de marionetes sem vontade própria e que se movem por impulsos, sem reflexão. Consequentemente a amplitude da vida fica reduzida a um monótono nascer, crescer e trabalhar, transar nas horas de folga e esperar pela fatalidade da morte, como se a vida não passasse de um processo mecânico destituído de significado. Isso acaba dando ao viver cotidiano uma dimensão restrita e absurdamente ilógica. As bitolas estreitas em que os filmes são realizados, induzem a uma crescente estreiteza mental, muito conveniente para a formação de consumidores bem comportados. Nenhum sentido mais elevado, quando muito a busca de quinze minutos de fama na frenética busca da felicidade ilusória, sem que se pressinta o caminho para a felicidade real. Grande parte dos filmes estão carregados de sexo embrutecido e violência, num clima tenso, no ambiente decadente das megacidades.

Isso positivamente não faz bem a ninguém, nem mesmo aos produtores porque a população começa a perceber o lixo que está recebendo.

Mas esse lixo todo mantém as criaturas humanas de cabeça abaixada, sem habilitação para enxergar o mundo como é, e como deveria ser, para ser considerado um mundo humano. Um cinema digno de seres humanos deveria apresentar dois derivativos: ser instrutivo, propiciador do alargamento das janelas mentais, ou agradável e divertido de ser visto. Melhor ainda se puder reunir isso tudo, como esporadicamente ocorre com algum filme fora do padrão de mediocridade.

Benedicto Ismael Camargo Dutra é autor dos livros: "A trajetória espiritual da humanidade"(http://www.library.com.br/Historia/index.htm) e "Encontro com o Homem Sábio", pela Editora Marco Zero.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Jonh Mayer


John Clayton Mayer nasceu no dia 16/10/1977 em Bridgeport, Connecticut e seu contato com a música aconteceu pela primeira vez aos 13 anos quando um vizinho lhe deu de presente uma fita de Steve Ray Vaughan e o blues entrou em sua vida. Sua determinação para tocar guitarra começou após assistir o filme De Volta Para O Futuro, “quando Michael J. Fox tocou ‘Johnny B Good’. Ele era um tremendo idiota e essa foi uma explosão do legal”. Então, ele começou então a estudar guitarra e em dois anos já era o menino prodígio se apresentando em bares de blues da região, deixando a platéia boquiaberta com seu talento e segurança no palco. Anos mais tarde ele se mudou para Boston, aos 19 anos, para estudar música na Universidade de Berklee, uma das mais respeitadas do mundo. Mas seu período de estudos lá não durou muito. Ele estava mais interessado em compor do que em estudar música. Por isso se mudou para Atlanta em 1998.

Em Atlanta, ele conquistou uma legião de fãs que o perseguiam pelos bares onde tocava como fiéis ouvintes. Mayer logo se tornou conhecido entre os músicos e compositores com o nome de Eddie’s Attic. Sua criatividade como compositor e sua presença de palco são a base de sua incrível força musical, além de sua voz levemente rouca e elegante que lembra Sting, Dave Matthews e Jakob Dylan. Suas maiores influências como guitarrista são Steve Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Elton John e Ben Folds.

Em 1999 ele lançou seu primeiro disco, chamado Inside Wants Out, contendo em sua maioria músicas acústicas e solos enérgicos assim como músicas gravadas com uma banda completa. O disco foi considerado um hit cult e chegou a ser vendido no Ebay por 50 dólares. A Imprensa local logo descobriu Mayer e o cobriu de elogios. “Esse jovem sabe como cativar o público com sua guitarra de seis cordas e suas letras honestas”, como publicou o Atlanta CitySearch logo após o lançamento do disco.

Em março de 2000 Mayer foi para Austin, no Texas, para se apresentar na prestigiada conferência South By Southwest (SxSW) e logo em seguida foi abordado por vários selos e gravadoras interessadas em seu trabalho, assinando mais tarde com a Aware/Columbia Records. E em 2001 chegou ao mercado seu primeiro disco pela gravadora: Room For Squares.

Room For Squares já vendeu mais de três milhões de cópias no mundo todo e continua vendendo milhares de exemplares toda semana, enquanto John deixou de tocar em bares para se apresentar em anfiteatros com capacidade média para dez mil pessoas. John Mayer, como reconhecimento de seu talento e sucesso, recebeu o Grammy 2003 de Melhor Performance Masculina com a faixa “Your Body Is Wonderland”. O disco foi condecorado como platina tripla nos Estados Unidos.

Seu disco seguinte, ao vivo, Any Given Thrusday, de 2002, recebeu o prêmio de Disco de Platina na América. John também recebeu a indicação de Favorite Male Artist no American Music Award ao lado de Justin Timberlake e Kid Rock. Em setembro ele recebeu dois prêmios no 16th Boston Music Awards, o de Act Of The Year e a música “Your Body Is A Wonderland” recebeu o título de Song of the Year.

Com Heavier Things em 2003, Mayer retornou às paradas da Billboard em primeiro lugar já no dia do lançamento de seu terceiro álbum nos Estados Unidos. São dez canções inéditas em que John mostra toda sua habilidade como compositor e a influência de Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix e Buddy Guy em suas linhas de guitarra limpas, sinceras, melodiosas e cativantes. O disco traz canções de um John Mayer mais maduro e em fevereiro de 2005 seu trabalho recebeu outro Grammy, pela canção “Daughters” como Best Male Pop Vocal Performance.

Depois de ser comparado incansavelmente com a Dave Matthews Band após o ótimo Room For Squares (2001), e tentar fugir dessa comparação com Heavier Things (2003) - que realmente já não mais se assemelhava à banda da Virgínia - John Mayer achou um novo caminho com o disco Try! (2005). Se apresentando como John Mayer Trio, com Steve Jordan na bateria e Pino Palladino no baixo, e repertório voltado para seu lado mais rock e blues, mesmo suas músicas mais pop ganharam uma roupagem diferenciada, conseguindo visibilidade e respeito de pessoas que nunca haviam se interessado pelos seus trabalhos anteriores.

Nessa época e durante o período de composição e produção de Continuum (seu quarto CD de estúdio, se levarmos em conta o EP independente Inside Wants Out, de 1999), Mayer participou de diversos trabalhos com nomes de peso, como Eric Clapton, Buddy Guy, John Scofield e BB King. Tudo levava a crer que a sonoridade apresentada no novo disco seguiria a linha apresentada em Try! e que sua fase inicial mais pop seria deixada de lado.

Nem uma coisa, nem outra. John Mayer soube incorporar suas influências, mostrando um trabalho que não soa como nenhum outro da sua carreira, mas traz referências de todas suas fases. A entrada com “Waiting On The World To Change” lembra Marvin Gaye no auge: soa pop, dançante e sensual. Sua voz já chama atenção de primeira, idem a produção, impecável. A letra, não menos boa, fala do sentimento de impotência em mudar as coisas erradas no mundo hoje em dia. A pegada blues da guitarra se mantém presente, mas ainda não é nessa faixa que Mayer mostra todo seu potencial.

Com músicas mais introspectivas, primando pela sutileza dos arranjos (a maior parte delas têm como base os dois músicos da fase trio) e pelo groove criado nas gravações, Mayer desfila uma série de músicas com elegância ímpar. Entre elas, “Belief”, com guitarra gravada por ninguém menos que Ben Harper e refrão que remete diretamente a Sting em seus melhores momentos, “Gravity”, em sua versão de estúdio (já que havia sido lançada previamente ao vivo no já citado Try!), as belíssimas “The Heart Of Life” e “Stop This Train”, além da impagável “Bold As Love”, de Jimi Hendrix, que recebe tratamento de luxo e mostra toda destreza de John Mayer nas seis cordas.

Um disco que mostra a maturidade deste jovem talento, que já não se importa com quantos CDs vai vender, e sim com a qualidade de seu trabalho. Como ele mesmo diz no final do encarte do CD “If you are reading this with an instrument in your lap – get to work, and deep in it. We all need you” (algo como: se você está lendo isso com um instrumento em seu colo, trabalhe, e vá fundo nisso. Todos nós precisamos de você). Música de gente grande.



Fonte: Sony BMG, Rodrigo Simas, com algumas modificações feitas por mim(site: www.jonhmayer.com.br).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Liah


Nascida no interior do Pará, Liah veio para o mundo com um talento nato. Ainda nem sabia andar e já se deitava no colo do pai para ouvir os seus discos, uma eclética salada musical que ia de Luiz Gonzaga a Cartola. Do colo do pai para o coro da igreja foi um pulo e aos três anos de idade Liah soltava sua voz na paróquia da pequena cidade de Tucuruí, mais conhecida por abrigar a maior hidrelétrica da região Norte. Aos onze, o próprio pai se rendeu e deu um violão para Liah no natal. Com ele, surgiu a compositora e aos doze anos uma dessas cançõesficou entre as 24 melhores músicas de um expressivo festival de Música Popular Brasileira no Pará. Detalhe: mais de 3000 músicas foram inscritas. Foi sua primeira experiência de palco para um grande público. Quando acabou de cantar e ela ouviu o último aplauso, Liah teve certeza que nascera para aquilo. Mas onde morava seria complicado; cidade pequena, longe de tudo, poucos espaços. E então, em 1994, ela seguiu para a casa dos tios em Santa Catarina. No Sul, estudou dança, violão clássico, tocou em bandas, bateu ponto em vários barzinhos e participou de mais festivais de musica. “Foi uma época muito importante pra minha formação. Tive contato e conheci vários estilos musicais, não só a obra de grandes compositores e intérpretes brasileiros como também artistas internacionais que passei a admirar”, ela conta.

Em 2000 foi pra São Paulo em busca do seu sonho. Chegando lá seu interesse pela sétima arte despertou e participou de um musical depois de um breve curso na oficina dos menestréis. Paralelamente a isso Liah se apresentava em casas noturnas e bares.


Em 2002, Liah já era uma compositora renomada por ter algumas de suas musicas gravadas por grandes artistas brasileiros. Em 2003, veio o primeiro contrato com a gravadora (EMI) que rendeu seu primeiro disco, lançado noano seguinte, garotas choram demais e poesia e paixão entraram pra lista das mais tocadas naquele ano . Em 2005, “Perdas e Ganhos”, seu segundo álbum foi para as prateleiras, com a produção assinada por Marcelo Sussekind, teve “tarde demais” na trilha de malhação, alem do convite do cantor italiano “Tizziano Ferro” para que Liah gravasse um dueto em sua musica “tarde negra”.

Atualmente gravando seu terceiro álbum, Liah, musicista e compositora, esta alçando novos vôos ao assinar pela primeira vez a produção do seu disco, juntamente com seus parceiros Dan Sebastian e Cesar Santos. “ Estou amadurecendo e pela primeira vez acho que consegui expressar da maneira mais livre possivel minhas influencias musicais que passeiam pelo pop, folk, rock e musica brasileira. Ja morei em tantos lugares, sinceramente não sei se é minha vida que mpulsiona a minha música ou vice-versa”. Pois para os que ouvem sua voz inconfundível Liah, dá na mesma.


Alexandre Horta - Jornalista.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Blake Lewis


Blake Lewis é o runner up da 6ª temporada de American Idol. Com 26 anos, nasceu em 21/07/1981 e, natural da cidade de Bothell, no estado de Washington, Blake impressionou a todos, primeiramente por seu talento como beat boxer mas, provou também durante as etapas da competição que seus talentos vão além de reproduzir batidas e instrumentos com sua boca, provou que pode cantar e, tornou-se um dos favoritos de American Idol.
O álbum Audio Day Dream que teve 90 mil cópias vendidas na sua primeira semanaapenas nos EUA), debutando em #10 no Billboard, seu primeiro single é Break Anotha.


sábado, 12 de julho de 2008

Nem Tudo é Uma Questão de Marketing!

Quem é o culpado pela péssima programação da TV brasileira?
(OPOVO, Fevereiro/2002)


O marketing é o culpado. Não tenho dúvidas. É claro que não é o único, mas tem sido sua também a responsabilidade pela lástima em que tem se transformado a TV no Brasil e, por tabela, a sociedade brasileira. É simples. A TV não pode ser tomada irrestritamente como se fosse um mero produto ou serviço de consumo, comprado em prateleiras ou pela internet. TV é, acima de tudo, educação, registro e renovação cultural de um povo. E, quer queiramos ou não, nossa sociedade tem sido pessimamente educada pela TV brasileira. É possível que nossas crianças, ricas ou pobres, já estejam mais tempo diante da telinha do que nas escolas.

Até aqui, quem sabe, nada de novo para você. Mas, talvez, você ainda não se tenha percebido que o marketing tem jogado sua porção mágica nesse grande caldeirão. Não que a ciência do marketing seja uma ameaça em si, mas é simples entender porque ela tem sido uma no caso da TV. O marketing tem tido, cada vez mais, participação na definição da programação da TV. Uma das premissas do marketing preconizadas por vários gurus, inclusive Philip Kotler, o papa da matéria, é a busca constante da satisfação dos clientes. Não importa se o que está sendo entregue faz bem ou não para quem consome. A lógica é econômica e mercadológica. O marketing que hoje está sendo praticado na TV brasileira não abre muito espaço para questionamentos de natureza social, filosófica ou espiritual. A ordem é clara: vamos oferecer o que eles querem, não o que eles precisam. Não importa se as mentes das crianças, adolescentes, jovens ou adultos estão ou não preparadas para duelar com os conceitos e ensinos subliminares transmitidos por programas que estimulam o voyeur, ou de apologia ao crime, ou de desmoralização e ridicularização do valor da mulher.

A sociedade é uma presa fácil para a TV, uma vez que a educação formal não cumpre seu papel de formar indivíduos com capacidade crítica para julgar fatos e coisas. Assim, boa parcela dessa sociedade é incapaz de avaliar se os estímulos lançados pela TV (sexo sem amor, crime recompensado, violência como meio para se chegar ao fim, egoísmo, etc...) são exemplos a serem execrados ou referências a serem tomadas como verdadeiras e aplicáveis ao seu cotidiano. O marketing entra no circuito fazendo leituras dos desejos da sociedade e propondo e formatando programas que satisfaçam esses sonhos e desejos, não interessando se os mesmos deveriam ser alimentados. Na lógica do marketing televisivo o que importa é audiência. Pela simples razão de que, quanto mais audiência, mais caro o espaço publicitário veiculado e, lógico, maior o lucro. Imagine essa mesma lógica mercadológica, aplicada à medicina: “se retirar parte do intestino é a solução para o controle de peso de obesos, e faz sucesso, então vamos fazer o que o povo quer, independente das conseqüências. O que importa é o lucro e a ‘satisfação’ do cliente”, diria um médico inescrupuloso.

Olhando para as TV´s no Brasil, vejo que algumas já fizeram sua opção. Mas é a Globo que mais tem sofrido com essa escolha (dar o que o povo quer, e não o que ele precisa). A Globo tem tentado servir a dois senhores. Num desses domingos da vida, assisti a alguns trechos do Fantástico e simplesmente fiquei maravilhado como a TV pode estar a serviço da formação de uma sociedade mais civilizada e culta. Imagens da vida marinha de tirar o fôlego; análises do comportamento social emitidas por um psicólogo e um psiquiatra, feitas a partir de cenas do cotidiano; um médico mostrando, na prática, cuidados simples que devemos tomar para preservarmos a saúde. Tem muita porcaria também, mas não se pode tirar o valor desses quadros educativos. Por outro lado, a Globo peca quando tenta fazer frente ao avanço das outras emissoras com seus programas de péssimo mau gosto. Neste instante, ela e as outras deseducam. Mas, faturam. Então, prevalece o marketing.

A TV em si não é má. Ela pode ser benéfica e existem muitos exemplos do quanto ela pode ser educativa e inspiradora na formação da sociedade. A própria Globo dá sua contribuição através de canais na TV fechada, como o Futura ou Multishow. Existem vários outros, de outras emissoras, como Mundo, Discovery, etc... Mas, enquanto as TV´s brasileiras orientarem seus programas exclusivamente por princípios mercadológicos, ignorando as reais necessidades do indivíduo e da sociedade, seremos forçados a engolir esse xarope de gosto aparentemente bom, mas que produz inegáveis efeitos colaterais, já sentidos por todos nós. Está na hora de nós, profissionais de marketing, ouvirmos mais os psicólogos, médicos, sociólogos, filósofos e, também, sacerdotes, na hora de formularmos nossos produtos. Afinal, o mundo não é só uma questão de marketing.



Paulo Angelim
Consultor e palestrante nacional em Marketing, Vendas e Crescimento Pessoal
pauloangelim@uol.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Juliano Cortuah


Cantor, compositor, multi-instrumentista (toca guitarra, violão, baixo, teclado, bateria) e também trabalha como produtor musical. Começou a cantar com 5 anos de idade e aos 13 anos começou a tocar os primeiros acordes em sua guitarra. Participou de varias bandas onde tocou na noite de Porto Alegre e interior do Rio Grande do Sul, entre elas a banda Olhos Noturnos. Logo depois Juliano fundou uma nova banda, a Cactus Jack, da qual fez parte durante quatro anos. Depois, ele se afastou do grupo para produzir jingles.

Ao longo de todo esse tempo, Juliano manteve em atividade um outro grupo, o Harmadilha. É com o Harmadilha que Juliano interpretava suas próprias composições. A banda fez vários shows por todo Rio Grande do Sul e também no Rio de Janeiro. Participou de 3 edições do Planeta Atlântida, o maior Festival de Pop Rock da América Latina, onde já tocaram grandes nomes como Paralamas, Capital Inicial, O Rappa, Lulu Santos, Fito Paes, Kid Abelha, Skank e muitos outros. Em 2000, a banda participou do CD e DVD (gravado no ATL Hall) "Tributo a Cazuza" com uma versão da música "O nosso amor a gente inventa". No ano seguinte, conseguiram pôr uma música na trilha da novela Um anjo caiu do céu, chamada Tempestade. O grupo passou nove meses no Rio, mas não conseguiu uma gravadora. Então, seus integrantes decidiram voltar para o Sul e se separar. Com o fim da banda, fundada há mais de 9 anos, Juliano enveredou pela carreira solo e gravou um CD independente no estúdio que tinha em sua casa.
Como compositor, já teve uma música sua gravada pela Fat Family, outra gravada pela banda gaúcha Cidadão Quem, que foi trilha da novela Malhação, e uma parceria sua com Arnaldo Antunes (um dos integrantes dos Tribalistas).

Em 2002, apareceu uma grande oportunidade para sua carreira, quando foi um dos escolhidos entre mais de 1000 participantes escritos para participar do programa FAMA da Rede Globo, onde permaneceu por 6 Semanas. O programa tinha inserções diárias na emissora e uma edição de quase duas horas de duração no sábado à tarde para todo Brasil.

Em 2003, começou a fazer shows solo pelo Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No Rio, tocou em casas como Ballroom, Piratas Café e Bastidores. Em Minas, passou pela Giros, a maior casa de shows do interior mineiro. E no Sul, participou da festa da Rádio Farroupilha, onde tocou para um público de mais de 80 mil pessoas. Neste mesmo ano, após longa seleção de vozes, foi escolhido para fazer a versão em português das canções do novo filme da Disney, Irmão Urso, gravadas e compostas originalmente por Phill Collings. Anteriormente, a última trilha de Phill Collings para a Disney foi do filme Tarzan, gravada no Brasil por Ed Motta. O sucesso da dublagem da trilha foi tão grande que foi considerada pela equipe da Disney Internacional como uma das melhores interpretações do filme Irmão Urso em todo o mundo. Depois disso, foi convidado para interpretar uma música para o filme Rei Leão 3, também da Disney.

Agora, Juliano está lançando seu CD solo que se chama “Se Perder Para Se Encontrar”, que traz 13 músicas inéditas que foram escolhidas após a análise de mais de 70 músicas de sua autoria. O CD tem a produção de Juliano Cortuah e Paulo Henrique Castanheira, que já produziu grandes nomes da música brasileira, como Tim Maia, Luiz Melodia, Capital Inicial, Lobão, entre outros. No seu disco Juliano toca guitarra, baixo, violão e teclado. Na bateria contou com Sérgio Mello, que já acompanhou grandes nomes da música popular brasileira, como Ana Carolina e Danilo Caimi. Nos teclados teve a participação de Paulo Henrique. Recentemente compôs uma música em parceria com Pepeu Gomes, chamada Eu e Você e também está produzindo o CD de seus colegas do Programa FAMA, Kildere e Rodrigo.

Programas de televisão que já participou:

- Vídeo Game (programa apresentado por Angélica, participou do Game 1 semana)
- Faustão
- Altas Horas (participou 1 bloco inteiro, sendo entrevistado e cantando)
- Vários programas do canal MultiShow
- Mais Você (programa da Ana Maria Braga)
- Programa Fama (participou por 6 semanas)
- Vários programas na RBS TV (Afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Sta. Catarina)
- Vídeo Show (entrevista sobre a música tema da novela Andando nas Nuvens, que teve a participação dos protagonistas Caio Blat e Mariana Ximenes)
- Especial Tributo a Cazuza (foi ao ar pelo canal MultiShow e teve várias reprises, este especial foi gravado em DVD e em CD pela Som Livre)

- Estação Globo ( 2005/2006 )

- Patrola da Multishow ( entrevista sobre produção musical )

- UTV RJ ( cantando e sendo entrevistado )



Já interpretou temas dos seguintes filmes:

- Tarzan 2

- Rei Leão 3

- Irmão Urso

- Irmão Urso 2

- A Fantástica Fábrica de Chocolates

- O Galinho Chicken Little

- Deu a Louca na Chapeuzinho

segunda-feira, 7 de julho de 2008

D'Black


Protagonista do filme “Maré: Uma História de Amor”, o carioca D’Black lança seu primeiro CD depois do sucesso espontâneo da música “Sem Ar” na Internet e rádios de todo o Brasil

Alguns artistas chegam à música por acaso, outros seguem o caminho natural da família e há quem conquiste os objetivos artísticos com muita batalha e persistência. É neste último caso que se encaixa o jovem cantor e compositor carioca D’Black, de 23 anos. “Sempre soube o que queria da vida. Quando olho para trás e vejo que tudo o que passei trouxe novas conquistas, tenho certeza que estou no caminho certo”, conta ele, prestes a realizar seu maior sonho: lançar um CD autoral por uma grande gravadora.

Guiado pelo sucesso espontâneo da balada “Sem Ar”, que tem mais de 40 milhões de visualizações na Internet (YouTube, My Space e PalcoMP3) e espaço cativo na programação das rádios de todo o Brasil, o álbum reúne 14 composições do cantor em parceria com amigos. “Escrevo sobre o que observo, minha vivência nas comunidades do Rio, violência, vida injusta, alegria de estar aqui, relacionamentos amorosos e sentimentos que qualquer jovem da minha idade passa”, conta ele. No álbum, D’Black dividiu os vocais com Jorge Aragão no samba “Minha Paixão” e Negra Li na verídica “1 Minuto”. “Me inspirei na experiência de um amigo, que só tinha um minuto no cartão telefônico para se declarar para uma garota”, lembra.

Nascido e criado no bairro de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, D’Black começou a carreira aos 10 anos de idade como solista do coral da escola onde estudava. Aos 12, se dedicou às aulas de dança – sapateado, jazz e dança de salão – e, aos 16, já era professor do Centro de Danças João Piccoli e dava aulas particulares de canto coral. “Com estas aulas que consegui dinheiro para pagar Escola de Música Villa-Lobos, onde cursei dois anos de canto e piano”, destaca.

ATOR & CANTOR

A carreira de cantor sempre se misturou com a de ator na vida de D’Black. Depois de passar por boy band, participar de seletivas de concursos musicais como Fama e Popstar e investir na carreira solo – do CD demo “Soul Brasileiro” surgiram músicas que são o embrião deste primeiro disco, como “Vilão & Negociador” e “Sem Ar” –, D’Black aproveitou as oportunidades de dramaturgia que surgiram em seu caminho. “Me inscrevi para o teste de bailarino do ‘Maré’ (filme) e acabei mostrando meu trabalho como cantor, ganhando o papel de protagonista e ainda interpretando a música-tema da trilha”, vibra. “Foram cerca 500 concorrentes e três meses de preparação só para saber se eu tinha cacife para o papel”, lembra, satisfeito.

Deste trabalho, D’Black coleciona grandes conquistas, como a estréia do filme no Festival de Berlim, a trilha sonora do longa, na qual interpreta seis músicas, e as aulas de preparação vocal com Felipe Abreu. Através do filme, ele também conheceu Pedro Luis, que o chamou para uma canja no Monobloco ano passado. Cantar para mais de 70 mil pessoas foi uma grande emoção”, comenta. Ainda como ator, o carioca fez uma participação em “Malhação”, atuou na novela “Vidas Opostas”, da Record, e passou uma temporada em São Paulo para gravar a novela “Dance, Dance, Dance”, da Band, como o personagem MP3. Sua canção “Mais e Mais Amor” ainda entrou na trilha sonora da novela “Luz do Sol”, também da Record. “O bacana é que todas as personagens giravam em torno da música e das temáticas social e racial”, emenda.