
Sinopse
Nos anos 70, Léo, Lena, Tito, Vânia, Ivan, Lúcia, Rui, Benny, Flora, Pingo, Raquel, Pedro e Bia formavam um grupo de amigos que se conheceram no auge da ditadura no país, nos colégios, faculdades e trabalho, e estabeleceram uma amizade profunda, a ponto de se referirem ao grupo como "a família". Separados ao longo do tempo em função das relações amorosas, da política, de mágoas e ressentimentos mal resolvidos, "a família" havia se reunido pela última vez no réveillon de 1981.
Em novembro de 1989, oito anos depois do último grande encontro dos amigos, tudo está bem diferente. Lena continua apaixonada por Ivan, mas nunca conseguiu perdoá-lo por ter largado o marido Guto e a filha Marina para viver um amor com ele, enquanto Ivan nunca conseguiu abandonar a esposa Regina. Vânia separou-se de Tito por não agüentar mais a falta de atenção dele, além de ver a família ser constantemente trocada pelas reuniões políticas, e hoje vive confortavelmente com o rico empresário Fernando. Rui e Lúcia vivem uma união perfeita, centrada no amor e na confiança, sendo um raro exemplo entre os amigos. O rico homossexual Benny, antes alegre e simpático, é hoje um completo descrente, frio e sério, com um comportamento autodestrutivo. Flora teve um breve casamento com Léo - para desgosto da mãe dele, a judia Ester, que nunca admitiu ver o filho casado com uma negra -, do qual nasceu Davi, porém, depois da separação, fica extremamente magoada.
Pingo e Raquel parecem um casal perfeito, mas ela nem desconfia que o marido, professor de literatura, tem um caso apaixonado com sua aluna Lorena. Pedro virou o perfeito retrato do abandono: trocou uma célebre carreira de escritor por uma vida depressiva depois que perdeu a esposa, Márcia, num acidente de carro. E Bia, a mais sensível dos amigos, refugia-se na astrologia e no budismo para conviver com as lembranças da época da ditadura, quando foi violentada; e com a própria mãe: Iraci. Esta é uma viúva, funcionária pública aposentada, exuberante e vaidosa, que se deixa conduzir em deliciosos passos de mambo por seu namorado, Alberto, que é casado. Apesar de gostar dele, ela não admite que ele se separe da esposa, a amargurada Teresa.
Ninguém mais sabe ao certo se a tal "família" ainda existe; ninguém nem mesmo sabe se os antigos vínculos de amizade, inquebrantáveis no passado, ainda estão mantidos. Todos seguiram caminhos distintos e, dispersados uns dos outros por força do destino, acabaram se tornando pessoas bastante diferentes das que eram ou pensavam ser. E, o que é mais significativo: todos estão cada vez mais distantes dos antigos sonhos.
O reencontro desses amigos é tramado por Léo. Rico e generoso, mas com gotas de melancolia no temperamento, Léo é o eixo entre todos os seus amigos. Todos tem enorme consideração por ele, que sempre os ajudou em diversos momentos de suas vidas. Quando se depara com a probabilidade da própria morte, Léo fica obcecado com a idéia de resgatar os antigos sonhos, ideais e paixões de seus queridos amigos.
Curiosidades
A trama é baseada no romance Aos Meus Amigos, de Maria Adelaide Amaral, que define a minissérie: "Toda a trama de Queridos Amigos se passa durante 25 dias no final dos anos 80, período em que o Brasil enfrentava muitos problemas econômicos, com a alta da inflação e planos econômicos sucessivos. No mundo, o surgimento dos yuppies e a queda do muro de Berlim eram alguns dos indícios que sinalizavam a perda de referência das esquerdas e o crescimento do individualismo."
A casa em que Leonardo (Dan Stulbach) vive e onde se desenrola a festa, referida como "na serra", localiza-se em Pedro do Rio (Petrópolis). É um projeto de Oscar Niemeyer de 1954, com jardins de Burle Marx e denominada Casa Edmundo Canavelas.
É o primeiro protagonista na carreira do ator Dan Stulbach.
Os atores Juca de Oliveira e Aracy Balabanian que fizeram par romântico em Nino, o Italianinho e A Fábrica (ambas na extinta TV Tupi) e em Pecado Rasgado (Globo), reencontram-se em "Queridos Amigos" depois de longos anos de desencontros.
A minissérie estreiou no mesmo dia da telenovela "Beleza Pura".
Maria Adelaide Amaral afirmou que não gostou de transpor o livro para a minissérie, pois a Globo a limitou.
Denise Saraceni afirmou que foi o melhor trabalho dela. 
Minhas criticas:
Eu achei que a Minissérie foi a melhor de todas que a Globo já produziu até hoje,além da produção, atores selecionados para fazerem parte do elenco, o texto maravilhoso que nos faz emocionar reviver e pensar em nossas atitudes...
Estão todos de Parabéns!!!
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Há 15 anos
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